Entre a imagem e a palavra, uma trajetória que transforma cultura, identidade, território e experiência em narrativas visuais e escritas.
Natural de Uberaba, Minas Gerais | Residente em Caraíva, Porto Seguro, Bahia
Conto | Crônica | Ensaio | Jornalismo Literário e Reportagem Narrativa | Poesia
Instagram: @alefilizzola
Site: www.alefilizzola.com
Facebook: Alefilizzola
Ale Filizzola é artista, fotógrafo, escritor e pesquisador brasileiro cuja trajetória se desenvolve no encontro entre diferentes linguagens.
Natural de Uberaba, Minas Gerais, divide sua atuação entre diferentes territórios, incluindo Londres, Belo Horizonte e Caraíva, em Porto Seguro. Essa circulação geográfica e cultural tornou-se parte importante de uma produção marcada pelo interesse por pessoas, identidades, modos de vida, manifestações culturais e diferentes formas de interpretar o mundo.
Embora a fotografia ocupe posição central em sua carreira, sua atuação se estende às artes visuais e à palavra escrita. Ale produz artigos, ensaios, contos, poesia, textos de caráter documental, relatos de viagem e pesquisas acadêmicas, estabelecendo um diálogo constante entre imagem, narrativa e reflexão.
Sua formação acompanha essa característica multidisciplinar.
Ale é Mestre em Fotografia de Moda pela London College of Fashion, University of the Arts London, onde concluiu sua formação com distinção. O projeto final do mestrado, From Local to Global / Do Local para o Global, investigou moda sustentável, economia circular, identidade cultural, decolonialidade, relações de trabalho e as possibilidades de valorização da produção artesanal brasileira no mercado internacional.
Possui também MBA em Gestão do Ambiente e Sustentabilidade pela Fundação Getulio Vargas, pós-graduação em Gestão Estratégica da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais e formação relacionada à criação publicitária e ao design gráfico. Sua trajetória profissional em comunicação remonta ao início da década de 1990.
Na fotografia, desenvolve trabalhos nos campos editorial, documental, autoral, de moda e retrato. Seu perfil no PhotoVogue, da Vogue, registra sua atuação como fotógrafo brasileiro baseado em Londres e destaca uma produção voltada à captura de beleza, emoções, estilo de vida e cultura com sensibilidade.
Esse olhar documental aparece também em projetos nos quais fotografia e escrita se tornam inseparáveis.
Em Jardim dos Orixás, Ale acompanha o feitio do Santo Daime em Minas Gerais e registra uma experiência atravessada por religiosidade, cultura indígena, influências africanas e cristãs e diferentes expressões da diversidade espiritual brasileira.
Em Círio de Nazaré: A Fé e a Arte de um Povo, volta seu olhar para uma das maiores manifestações religiosas e culturais brasileiras, desenvolvendo um trabalho de natureza documental.
Já em América do Sul em Duas Rodas, a experiência da viagem se transforma em narrativa, aproximando deslocamento geográfico, observação e relato pessoal.
Moda, cultura e identidade brasileira também aparecem com frequência em sua produção ensaística. Em Anitta and the Brazilian Cultural Identity, por exemplo, Ale parte da cultura pop para discutir representação, pertencimento, identidade cultural e as diferentes maneiras pelas quais o Brasil constrói e apresenta sua própria imagem.
Vivendo também em Caraíva, Ale acrescenta à sua trajetória a experiência de um território marcado pela natureza, pelas comunidades tradicionais e por uma intensa diversidade cultural.
Sua produção encontra justamente nesses encontros uma de suas principais forças.
Para Ale Filizzola, observar não é apenas registrar aquilo que está diante dos olhos.
É procurar compreender o que existe por trás da imagem.
From Local to Global / Do Local para o Global
Subtítulo: Circular Economy at the Epicentre of Handcrafted Fashion in Brazil
Tipo: Pesquisa de mestrado / revista autoral / ensaio visual
Instituição: London College of Fashion, University of the Arts London
Ano: 2021
Temas: Moda sustentável, economia circular, identidade cultural, decolonialidade e produção artesanal brasileira
Introdução à História da Fotografia de Moda
Tipo: Artigo / ensaio
Publicação: Plataforma digital do autor
Ano: 2023
Tema: História e evolução da fotografia de moda e suas relações com arte, sociedade e tecnologia
Jardim dos Orixás
Tipo: Ensaio documental / narrativa visual
Publicação: Plataforma digital do autor
Ano: 2023
Tema: Religiosidade, cultura, Santo Daime, ancestralidade e diversidade espiritual brasileira
América do Sul em Duas Rodas
Tipo: Relato de viagem / produção digital
Ano: 2022
Tema: Viagem, território, deslocamento e experiência pela América do Sul
Suzie Q Beyond the Looking Glass
Tipo: Ensaio criativo e visual
Ano: 2022
Tema: Identidade, múltiplas existências, música e imagem
Anitta and the Brazilian Cultural Identity
Tipo: Artigo / ensaio
Ano: 2021
Tema: Cultura brasileira, identidade, pertencimento, moda e cultura pop
Tales from the Time of the Coronavirus
Tipo: Ensaio autoral e documental
Ano: 2020
Tema: Pandemia, cotidiano, comportamento, isolamento e experiência humana
Círio de Nazaré: A Fé e a Arte de um Povo
Tipo: Ensaio documental
Ano: 2019
Tema: Fé, cultura popular, religiosidade e identidade brasileira
From Local to Global / Do Local para o Global
From Local to Global constitui um dos trabalhos centrais na trajetória intelectual e artística de Ale Filizzola.
Produzido como projeto de mestrado na London College of Fashion, o estudo investiga de que maneira práticas sustentáveis da moda brasileira podem dialogar com identidade cultural, economia circular e mercado internacional.
A pesquisa aproxima fotografia, moda, cultura e sustentabilidade e discute também questões relacionadas à decolonialidade, às relações de trabalho, à geração de renda e à valorização das comunidades envolvidas na produção artesanal.
Mais do que um trabalho acadêmico sobre moda, o projeto utiliza a fotografia e a pesquisa como instrumentos para discutir quem somos, como representamos nossa cultura e de que maneira essa identidade pode ser valorizada sem perder suas referências locais.
Jardim dos Orixás
Em Jardim dos Orixás, Ale Filizzola registra uma imersão realizada em 2023 durante o feitio do Santo Daime em Minas Gerais.
O projeto aproxima fotografia documental, relato de experiência e investigação cultural.
A experiência leva o autor a observar um ritual no qual diferentes tradições espirituais se encontram, entre elas elementos indígenas, africanos e cristãos.
A palavra e a imagem funcionam conjuntamente para construir um registro que não se limita ao acontecimento religioso, mas procura compreender também os significados culturais presentes naquela experiência.
Suzie Q Beyond the Looking Glass
Em Suzie Q Beyond the Looking Glass, Ale experimenta uma linguagem mais ficcional e conceitual.
O trabalho é apresentado pelo próprio autor como um ensaio criativo sobre múltiplas existências conectadas por um instrumento.
Fotografia, personagem, música e imaginação constroem uma narrativa que ultrapassa o registro documental e se aproxima da criação ficcional.
América do Sul em Duas Rodas
A viagem também se transforma em matéria narrativa na produção de Ale Filizzola.
Em América do Sul em Duas Rodas, o deslocamento por diferentes países e territórios deixa de ser apenas roteiro de viagem e passa a incorporar observações, experiências e situações encontradas durante o percurso.
A estrada torna-se espaço de descoberta e de narrativa.
Introdução à História da Fotografia de Moda
Neste ensaio, Ale percorre diferentes momentos da fotografia de moda, observando como transformações artísticas, sociais, econômicas e tecnológicas modificaram a maneira pela qual a moda passou a ser representada fotograficamente.
O texto atravessa desde os primeiros registros do século XIX até o ambiente digital contemporâneo, aproximando história da fotografia, comportamento, representação social e transformações culturais.

A produção de Ale Filizzola nasce de um elemento que atravessa praticamente todas as suas linguagens:
o olhar.
Na fotografia, olhar significa decidir aquilo que merece permanecer dentro do enquadramento.
Na escrita, significa escolher aquilo que merece ser observado com mais profundidade.
É dessa relação que surgem muitos de seus textos.
Cultura, identidade, sustentabilidade, religiosidade, viagem, comportamento, moda e experiência humana aparecem como assuntos recorrentes porque todos eles oferecem diferentes possibilidades de compreender as pessoas e os contextos em que vivem.
Sua escrita possui também forte relação com a pesquisa.
Ale não observa apenas a aparência de uma manifestação cultural. Procura compreender suas origens, suas contradições, seus símbolos e as relações que estabelece com questões maiores da sociedade.
Isso aparece de maneira particularmente evidente em From Local to Global, no qual moda se transforma em ponto de partida para discutir economia circular, identidade cultural, trabalho, desigualdade e pertencimento.
Mas sua produção não se restringe ao ensaio acadêmico.
Em Suzie Q Beyond the Looking Glass, aproxima-se da imaginação e da ficção.
Em América do Sul em Duas Rodas, da narrativa de viagem.
Em Jardim dos Orixás e Círio de Nazaré, do documentário e da experiência cultural.
Em Tales from the Time of the Coronavirus, observa as transformações provocadas por um acontecimento que alterou simultaneamente o cotidiano de milhões de pessoas.
Há, portanto, uma produção que se movimenta entre aquilo que é documentado, pesquisado, vivido e imaginado.
Essa característica ajuda a compreender por que Ale não se define por uma única linguagem.
Fotografia, ensaio, reportagem narrativa, conto, crônica e poesia são diferentes ferramentas disponíveis para uma mesma necessidade: observar e construir significado.
Caraíva acrescenta outra camada a essa trajetória.
Sua presença no distrito de Porto Seguro aproxima o autor de um território no qual natureza, comunidades tradicionais, turismo, cultura, ancestralidade e transformações contemporâneas convivem intensamente.
É um ambiente particularmente coerente com um artista interessado em identidade, cultura e experiência humana.
Na trajetória de Ale Filizzola, imagem e palavra não competem entre si.
Uma completa aquilo que a outra não consegue dizer.
Aqui, as palavras ganham vida e possuímos a pretensão de sermos berço de inspiração e cultura, promover a eloquência das palavras em suas atividades. Escritores talentosos, poetas visionários e contistas imaginativos encontram neste refúgio intelectual um espaço para florescer sua criatividade.
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