Sessão Solene celebra a literatura, a memória cultural e os vencedores dos Prêmios Raimundo Costa e da Academia de Letras

A Academia de Letras de Porto Seguro realizou, no CEMPEC – Centro Municipal de Pesquisa em Educação e Cultura – uma Sessão Solene memorável, marcada por emoção, reconhecimento e celebração da palavra escrita. O evento reuniu autoridades, escritores, estudantes, artistas, familiares, representantes da imprensa local e um expressivo número de acadêmicos presentes: Éder Rodrigues, Paulo Sérgio Rosseto, Verônica Souza, André Simeão, Carleone Filho, Gilvan Florêncio e o presidente da instituição, Rod Pereira, que conduziu a cerimônia. A noite foi aberta pelo presidente Rod Pereira, que trouxe uma reflexão atual sobre o papel da palavra em um tempo dominado pela velocidade das redes sociais. Em sua fala, destacou os ideais que norteiam a Academia: preservar a literatura, fortalecer a educação, valorizar a memória cultural e incentivar novas gerações de leitores e escritores. Essa perspectiva guiou toda a solenidade, que alternou arte, homenagens e celebrações literárias. Intervenções Artísticas O primeiro bloco artístico da noite trouxe duas apresentações que prepararam o público para o clima literário da solenidade. O acadêmico André Simeão apresentou a leitura da exposição Ominabovis, seguida da performance musical do poeta e compositor André Pie e Navarro Lemos, que trouxe uma interpretação sensível especialmente preparada para a ocasião de composições de Raul Seixas. Após o primeiro momento de premiações, duas novas intervenções retomaram a atmosfera artística da noite.A poeta Ayê Akin apresentou uma performance intensa de Slam Poetry, destacando a força da palavra falada. Em seguida, a Cia de Teatro Prosopopeia emocionou o público com Eu e os Versos Íntimos de Augusto, inspirada no poema de Augusto dos Anjos. Prêmio Literário Raimundo Costa A primeira edição do Prêmio Literário Raimundo Costa reconheceu jovens escritores e prestou homenagem a um dos maiores memorialistas de Porto Seguro. A premiação contou com o apoio do CEMPEC, do Instituto Portobello, da Câmara de Vereadores de Porto Seguro e da Secretaria Municipal de Educação. A presença da família de Raimundo Costa trouxe um dos momentos mais emocionantes da noite, especialmente com o discurso sensível de sua filha, Marlígia Costa. A representante do Instituto Portobello reafirmou o compromisso da instituição com a formação cultural dos jovens, destacando a entrega de um notebook ao vencedor Wellington Lima, como incentivo à continuidade de sua produção literária. Outro momento marcante ocorreu quando Sheila Rocha, autora com menção honrosa, entregou pessoalmente o troféu ao filho, Erick Rocha, segundo colocado, em um gesto que tocou profundamente o público. Menções Honrosas – Prêmio Raimundo Costa • 1ª Menção Honrosa: Jéssica Maurício – “Meu Porto”• 2ª Menção Honrosa: Guilherme Neves – “542 Anos na Foz do Rio Buranhém”• 3ª Menção Honrosa: Caz Ångela – “A Origem da Língua”• 4ª Menção Honrosa: Ana Clara Valença – “Mangue de Cor”• 5ª Menção Honrosa: Eike Costa – “A Cidade de Duas Faces”• 6ª Menção Honrosa: Sheila Rocha – “Porto Beleza à Vista ou Tristeza Escondida”• 7ª Menção Honrosa: Ayê Akin – “Zona de Sacrifícios” Premiados – Prêmio Raimundo Costa • 3º Lugar: Thayane Fehlberg – “Nas Ondas da História”• 2º Lugar: Erick Rocha – “A Cidade que Guarda Mágoas”• 1º Lugar – Vencedor: Wellington Lima – “O Adeus de Inaiá”(Premiação: Notebook oferecido pelo Instituto Portobello) Prêmio da Academia de Letras de Porto Seguro Encerrando a noite, foram entregues as homenagens do Prêmio da Academia de Letras de Porto Seguro, criado para reconhecer personalidades que contribuem de forma marcante para a literatura, a educação e a cultura da cidade. Os discursos preparatórios foram apresentados por acadêmicos da instituição:• Carleone Filho, que homenageou Miriam Silva (Mérito Cultural)• André Simeão, que leu o texto preparado por Martha Matos homenageando Ione Maria Bittencourt Oliveira (Educação e Leitura)• Rod Pereira, que homenageou o escritor Fernando Freire (Produção Literária) As falas dos homenageados emocionaram o público e reforçaram o papel da Academia como espaço de memória, diálogo e estímulo à palavra. Perspectivas e Anúncios para 2026 A Sessão Solene também apresentou ações que orientarão o calendário literário da Academia no próximo ano. Entre as iniciativas anunciadas: • Retorno da Semana Literária de Porto Seguro• Criação de Prêmio Estudantil de Literatura• Lançamento da Coletânea Raimundo Costa• Cursos e oficinas literárias ao longo do ano Encerramento Ao final da cerimônia, o presidente Rod Pereira reafirmou o compromisso da instituição com a palavra e com o futuro da literatura na cidade:
Academia de Letras de Porto Seguro realiza sessão solene em uma noite dedicada à literatura e à cultura

Cerimônia celebra os homenageados do Prêmio da Academia e apresenta os vencedores da primeira edição do Prêmio Literário Raimundo Costa A Academia de Letras de Porto Seguro realizará, na segunda-feira, 8 de dezembro, às 19h30, no CEMPEC, sua Sessão Solene dedicada a reconhecer e celebrar personalidades que contribuem para a literatura, a cultura e a educação da região. O evento marca um momento histórico para a ALPS: a entrega do Prêmio da Academia de Letras de Porto Seguro e a homenagem pública aos vencedores da primeira edição do Prêmio Literário Raimundo Costa, anunciados em outubro. PRÊMIO DA ACADEMIA Criado para reconhecer trajetórias que fortalecem a palavra, preservam memórias e transformam realidades, o Prêmio da Academia destaca três nomes cuja contribuição é incontestável: Produção Literária – Fernando Freire Dramaturgo, roteirista, diretor e escritor de sólida atuação, Fernando Freire representa a força criativa que atravessa teatro, cinema, rádio e literatura. Autor de obras encenadas em grandes palcos e de produções audiovisuais premiadas, registra ainda a alma de Porto Seguro em suas crônicas, reunidas em O Melhor do Gabiru. Sua trajetória reafirma o impacto da literatura como documento vivo da identidade regional. Mérito Cultural – Miriam Silva Pesquisadora, gestora e líder comunitária, Miriam Silva tem papel fundamental na valorização da cultura afro-brasileira no município. Co-criadora da Semana Literária de Porto Seguro — o terceiro evento literário mais antigo da Bahia —, ela ampliou o acesso a projetos culturais, incentivou autores e fortaleceu ações de igualdade racial. Sua atuação no Instituto Sociocultural Brasil Chama África e no Centro de Cultura consolidou um legado de transformação e mobilização cultural. Educação e Leitura – Ione Maria Bittencourt Educadora referência no município, Ione desenvolveu inúmeros projetos pedagógicos inovadores, muitos deles integrando teatro, leitura e cultura popular. Sua atuação defendeu a presença da capoeira e da cultura afro-brasileira nas escolas e, por meio da Casa da Amizade, promoveu atividades culturais e de incentivo à leitura que impactaram crianças e famílias. Ione reafirma o papel da literatura como caminho de emancipação e pertencimento. PRÊMIO RAIMUNDO COSTA O Prêmio Raimundo Costa nasce com a missão de estimular novos escritores e valorizar a produção literária inspirada na história, na memória e na identidade de Porto Seguro. Em sua primeira edição, dedicada exclusivamente à poesia, os vencedores são: VENCEDORES MENÇÕES HONROSAS A Coletânea de Poemas do Prêmio Raimundo Costa será lançada em 2026, reunindo as obras vencedoras e selecionadas para perpetuar esta iniciativa que já nasce como referência literária local. “O Prêmio Raimundo Costa revela novas vozes que enriquecem nossa memória literária, enquanto o Prêmio da Academia reconhece aqueles que transformam educação, cultura e palavra em legado vivo para Porto Seguro. Celebramos com essas premiações não apenas vencedores, mas o futuro da literatura que construímos juntos.” Rod Pereira – Presidente da Academia de Letras de Porto Seguro Compromisso com a literatura, a cultura e o futuro Ao celebrar estes prêmios, a Academia de Letras de Porto Seguro reafirma seu compromisso em fortalecer a produção literária regional, incentivar novos talentos e reconhecer trajetórias que fazem da palavra um instrumento de memória, identidade e transformação. SERVIÇO Sessão Solene da Academia de Letras de Porto SeguroEntrega do Prêmio da Academia de Letras e celebração do Prêmio Literário Raimundo Costa📅 Segunda-feira, 8 de dezembro🕒 19h30📍 CEMPEC – Av. Pero Vaz de Caminha, ao lado da Câmara de Vereadores🎟 Entrada gratuita
Paulo Sérgio Rosseto e a Arte de Transformar Memórias em Literatura

O Barbeiro de Selvíria: um romance que resgata vidas, lugares e tempos guardados na memória afetiva Há obras literárias que nascem de grandes acontecimentos, e outras que surgem de pequenas fagulhas aparentemente ordinárias. O Barbeiro de Selvíria pertence a esta segunda linhagem: a das obras que se constroem a partir do detalhe, da memória, da lembrança guardada num objeto comum que, após décadas, revela profundidade e significado. Foi a partir de uma fotografia antiga, encontrada pelo autor Paulo Sérgio Rosseto, que se iniciou o processo que daria origem a este romance íntimo, poético e profundamente humano. Nela estava inscrita, à mão, uma frase simples e poderosa: “Rio Paraná, 1967”. Uma frase capaz de abrir todo um universo. Rosseto parte dessa imagem material para desenvolver uma narrativa que interliga passado e presente, ficção e realidade, e que resgata a trajetória de uma família real em um Brasil de profundas transformações sociais, econômicas e culturais. Mais do que recontar fatos, o autor revisita raízes, interpreta gestos, recria atmosferas e restitui vidas à memória. O resultado é um romance maduro, construído com sensibilidade, rigor emocional e elegância literária. Ambientado no final dos anos 1960, em plena reorganização geográfica das fronteiras do Centro-Oeste, O Barbeiro de Selvíria acompanha a jornada da família de João Marconetti rumo a Selvíria. O projeto narrativo do autor vai além da descrição dos acontecimentos: ele transforma um deslocamento familiar em epopeia silenciosa, revestida de humanidade e significado profundo. João, figura central do romance, é apresentado não como um herói tradicional, mas como um símbolo da força cotidiana do homem comum. Em seu ofício de barbeiro, e em seu papel de pai, esposo e provedor, ele assume uma grandeza que nasce do silêncio, da persistência e do trabalho. A paisagem é componente essencial da obra. Rosseto demonstra habilidade singular em transformá-la em elemento narrativo orgânico. O Rio Paraná surge como presença constante, quase espiritual, marcando encontros, despedidas e destinos. A travessia de barco, o calor opressivo, as estradas longas e poeirentas do interior brasileiro e as pequenas cidades que compõem a região não são meros cenários, mas forças vivas que moldam as pessoas e os tempos. A natureza, na escrita de Rosseto, tem corpo, voz e memória. A narrativa se desenvolve em ritmo contemplativo, respeitando o tempo da memória e da afetividade. Os capítulos equilibram fluidez e profundidade, e mostram uma maturidade narrativa que só pode ser fruto de longa experiência literária do autor, também reconhecido como poeta. Isso se traduz na delicadeza da linguagem, na escolha precisa das palavras e na capacidade de criar imagens literárias que permanecem com o leitor muito após o fim da leitura. Ao mesmo tempo, o romance recupera aspectos socioculturais da época que ajudam a compreender o contexto de tantas famílias brasileiras que, naquele período, migravam em busca de oportunidades, terra, trabalho e dignidade. A obra funciona como registro histórico sensível e, simultaneamente, como reconstrução poética de um Brasil interiorano pouco visível na literatura contemporânea. Rosseto ilumina vidas que, na maioria das vezes, permanecem fora dos grandes relatos oficiais, mas que ergueram o país com suor, esperança e coragem. Outro elemento fundamental da obra é a memória afetiva: ela não é apenas tema, mas método. Rosseto revisita fatos com a maturidade de quem compreende que recordar não é copiar o que já aconteceu, mas reinterpretar o vivido à luz do que se tornou. O passado, no romance, não é estático. Ele continua vivo, respirando, pulsando e transformando-se no presente. Essa postura confere à obra um caráter quase ritualístico: lembrar aqui se torna um gesto de amor e preservação. Do ponto de vista estilístico, O Barbeiro de Selvíria equilibra cuidadosamente lirismo e objetividade. Há momentos em que a prosa se aproxima da poesia e entrega ao leitor imagens carregadas de emoção, silêncio e profundidade. Em outros, a narrativa assume caráter direto, transparente, guiando o leitor com clareza pelas linhas centrais da história. Essa alternância habilidosa cria ritmo e textura narrativa. Não há pressa nas páginas do livro. E talvez seja justamente essa ausência de urgência que permita que o leitor mergulhe totalmente nas atmosferas criadas pelo autor. O romance convida a uma leitura atenta, sensível, aberta à introspecção e à identificação. Muitos leitores, de diferentes origens e gerações, encontrarão na história de João Marconetti reflexos de suas próprias famílias, avós, pais ou tios que também enfrentaram suas travessias particulares. Ao final, o livro oferece mais do que uma história: oferece reconciliação com o passado, reconhecimento dos antepassados, valorização da identidade e retorno simbólico ao lugar de origem. O Barbeiro de Selvíria é, acima de tudo, uma celebração da memória – individual e coletiva. Uma obra que honra o tempo, a terra, o silêncio e a trajetória daqueles que vieram antes de nós. Rod PereiraDramaturgo, consultor de marketing, membro da Academia de Letras de Porto Seguro, cronista e provocador de ideias. “Meu texto é farpa e abraço, caos e poesia.Sempre com uma boa dose de ironia e humanidade”
Posse de Martha Matos reforça o compromisso da Academia de Letras de Porto Seguro com a pluralidade literária

A Academia de Letras de Porto Seguro realizará, no dia 21 de novembro, às 13h30, no CIEB – Porto Seguro, a posse solene da professora, escritora e pesquisadora Martha Matos, ocupante da Cadeira nº 7, cuja patronesse é Zélia Gattai Amado. Embora já seja integrante do quadro de imortais da instituição, a cerimônia representa o reconhecimento público de sua trajetória e fortalece o compromisso da ALPS com a ampliação de vozes, perspectivas e horizontes literários na cidade e na região. Martha Matos construiu uma caminhada marcada pelo entrelaçamento entre ancestralidade, educação, espiritualidade e práticas decoloniais. Mestra em Ensino e Relações Étnico-Raciais pela UFSB e atuante no CIEB-PS, ela entende a escrita como gesto de cura, pertencimento e reconstrução de memórias historicamente silenciadas. Atendendo a um pedido especial da autora, o local e o horário da cerimônia foram definidos de modo que Martha pudesse compartilhar este momento com seus alunos, reafirmando a centralidade da educação em sua vida e a importância da presença dos jovens como parte ativa da cena literária local. Que eu honre o silêncio e o som, a sombra e a luz — tudo aquilo que fez de mim escritora; e que, sendo uma noctívaga da palavra, eu percorra as madrugadas da memória recolhendo o que o dia não vê, o que não pode ser perdido, transformando lembranças em palavras de ancestrais. Que cada fragmento encontrado nesse entremeio se torne literatura, acendida com o mesmo gesto terno com que Zélia Gattai iluminava o mundo a partir das pequenas coisas, para que também eu possa atravessar o tempo. Martha Matos Sua obra amplia o repertório da Academia ao trazer narrativas profundamente conectadas à diversidade cultural, religiosa e étnica da região, consolidando o propósito da instituição de acolher múltiplas expressões literárias e fortalecer o diálogo entre tradição, contemporaneidade e comunidade. “A presença de Martha na Academia simboliza o que defendemos uma literatura múltipla e também profundamente ligada à identidade do nosso território, conectando saberes, memórias e futuros por meio da força das palavras.” Rod Pereira, Presidente da Academia A cerimônia será conduzida pelo próprio presidente, que fará a recepção oficial da autora. Aberto ao público, o evento reafirma o papel da ALPS em aproximar escritores, leitores, estudantes e pesquisadores, estimulando a participação ativa da sociedade na construção da identidade literária de Porto Seguro. Serviço📅 21 de novembro (Sexta-feira)🕝 13h30📍 CIEB – Porto Seguro
Quando o Axé Conta Histórias reúne estudantes, artistas e pesquisadores

A Academia de Letras de Porto Seguro realiza nesta sexta, 14 de novembro, às 9h30, no CEMPEC, a roda de conversa Quando o Axé Conta Histórias. O encontro integra a programação do mês da Consciência Negra e é promovido em parceria com o CIEB, o CEMPEC e a Superintendência de Igualdade Racial da Prefeitura de Porto Seguro. A proposta é valorizar as tradições orais afro-brasileiras, reconhecer os Itãs como literatura e aproximar estudantes, artistas e escritores em um diálogo que une memória, arte e ancestralidade. O presidente da Academia, Rod Pereira, reforça a importância do evento no fortalecimento das narrativas afro-brasileiras no ambiente educacional. “Reconhecer as religiões de matriz africana como fonte de memória e narrativa é afirmar que nossa literatura nasce também desses caminhos de ancestralidade e resistência.” Rod Pereira, Dramaturgo e Escritor A programação terá início com a apresentação artística Iansã, interpretada pelos estudantes do CIEB, trazendo movimento, simbolismo e beleza para receber o público. A primeira mesa discutirá Identidade, Literatura Negra, Candomblé e Mama Matamba, com participação da professora Cibele Verrangia Correia da Silva, da UNEB, e do gestor público Danillo Souza, da Superintendência de Igualdade Racial. A mediação será de Martha Matos, que conduzirá um diálogo centrado em pertencimento e representatividade. Em seguida, o público participa de um intervalo cultural com música ao vivo apresentada por Navarro, André Pie e Martha, criando um momento de sensibilidade e conexão artística. A segunda mesa, Quem Conta a Conta da Guia, reunirá Alicia, personagem dos romances de Martha Matos, a escritora Jéssica Mauricio e a própria Martha. A conversa explorará ancestralidade, criação literária e o papel das narrativas afro-brasileiras na formação de novos olhares. O encerramento será conduzido pelos estudantes da Oficina de Afro em uma roda livre inspirada no texto Dandara Quem Roubou a Chuva, reunindo poesias, reflexões e vivências de jovens que se reconhecem como estudantes de resistência dentro do CIEB. Quando o Axé Conta Histórias reafirma o compromisso da Academia de Letras de Porto Seguro em promover encontros que conectam literatura, diversidade e educação, fortalecendo as práticas culturais afro-brasileiras no território. Serviço
I Encontro de Escritores/as de Porto Seguro marca novo ciclo para a literatura regional

O Auditório Monte Pascoal da Universidade Federal do Sul da Bahia tornou-se, na noite desta quinta-feira (30), o palco de um momento histórico para a literatura regional. O I Encontro de Escritores/as de Porto Seguro, promovido pela Academia de Letras de Porto Seguro (ALPS), em parceria com a UFSB, o CEMPEC e a Sociedade das Escritoras da Costa do Descobrimento, reuniu 13 autores e autoras em uma noite de celebração, diálogo e partilha. Durante o evento, escritores de diferentes gerações compartilharam suas trajetórias e reflexões sobre o fazer literário, revelando a diversidade de temas, estilos e identidades que compõem o cenário literário da região. Para o curador do encontro, o escritor Éder Rodrigues, o evento foi um marco de bibliodiversidade e fortalecimento de vínculos entre autores e instituições: “O I Encontro de Escritores/as de Porto Seguro demonstrou a bibliodiversidade da literatura produzida na região, seus contextos, poéticas e inserções. Autores/as de diferentes gerações intercambiaram ideias e processos criativos, demarcando o papel estratégico da Academia em mapear os/as escritores/as com atuação local e nacional, transformando o encontro em um movimento literário contínuo.” Eder Rodrigues, Professor, Membro da Academia de Letras e Curador do Evento Mais do que um registro da pluralidade, o evento reafirmou a importância da escuta e do diálogo entre quem escreve e quem lê. Foi esse o sentimento traduzido nas palavras da escritora Rose Marie Galvão, autora do livro Cova da Moça, que destacou o papel da iniciativa como ponte entre mundos que se completam: “O projeto da Academia de Letras de Porto Seguro, em parceria com a Universidade Federal do Sul da Bahia, convida leitores, poetas e autores a vivenciarem um espaço plural, que une poesia, música, história e experiências da produção literária. Sinto-me honrada em participar e agradecida pela iniciativa, tão importante para fortalecer o protagonismo de novos e veteranos escritores.” Rose Marie Galvão, jornalista e escritora Enquanto as vozes se encontravam no palco, havia um sentimento comum entre os presentes, o de pertencimento. A literatura, muitas vezes solitária, ganhou corpo coletivo. Foi esse sentimento que o presidente da ALPS, Rod Pereira, fez questão de reforçar na abertura da noite, quando falou sobre o papel da Academia diante do que se inaugurava ali. O I Encontro de Escritores/as de Porto Seguro representa o início de uma nova etapa na trajetória da Academia. Foi mais do que uma celebração da palavra foi o encontro entre gerações e linguagens que fazem da literatura um espelho da nossa identidade cultural. Nosso compromisso é dar continuidade a esse movimento, conectando e fortalecendo quem escreve Porto Seguro. A noite terminou como começou: com emoção. Escritores conversavam com leitores, livros eram autografados, e no ar havia a sensação de que algo começava um movimento, um pacto silencioso entre palavra e território. O evento também marcou o anúncio do projeto de mapeamento literário de Porto Seguro e região, que reunirá dados, obras e trajetórias de autores locais, formando um panorama inédito da produção literária do extremo sul baiano. Mais do que uma agenda, o encontro foi um gesto: o de transformar a palavra em presença e reafirmar que a literatura de Porto Seguro, viva e múltipla, está apenas começando a se revelar.
Academia de Letras de Porto Seguro promove o I Encontro de Escritores/as de Porto Seguro

Acontece nesta quinta-feira, 30 de outubro, às 19h, no Auditório Monte Pascoal da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), o I Encontro de Escritores/as de Porto Seguro. O evento é uma realização da Academia de Letras de Porto Seguro (ALPS) em parceria com a UFSB, o CEMPEC e a Sociedade das Escritoras da Costa do Descobrimento, reunindo 14 autores e autoras e outros convidados da região em um diálogo sobre literatura, identidade e território. A proposta é criar um espaço de partilha e reflexão sobre a produção literária contemporânea feita em Porto Seguro e Costa do Descobrimento, valorizando o trabalho dos escritores locais e aproximando o público da diversidade de vozes e estilos que compõem esse cenário. O escritor e curador do evento, Éder Rodrigues, destaca a importância da iniciativa: “Considero importante esse I Encontro para o estabelecimento de uma rede entre os escritores atuantes no território, além de outorgar um caráter de ‘movimento’ ao trabalho individual já desenvolvido pelos colegas de ofício. O evento também oficializa o trabalho realizado pela Academia de Letras de Porto Seguro em parcerias estratégicas como a UFSB, espaço de formação e de pesquisa no âmbito literário.” Éder Rodrigues Escritor e Professor da UFSB A escritora Jéssica Maurício, uma das participantes, reforça o caráter simbólico do momento: “Pela primeira vez, os escritores de Porto Seguro e região se reúnem para dialogar. São palavras vindas do coração do povo, das áreas urbanas e rurais. Será um momento histórico, o primeiro dentre tantos outros que virão, fazendo da literatura a voz e a força da nossa região.” Jéssica Mauricio – Escritora Entre os participantes estão Ariel Vieira, Rose Marie Galvão, Joana Brandão, Adriana Pesca Pataxó, Cícero Sena, André Simião, Éder Rodrigues, entre outros, representando diferentes estilos, gerações e origens. O presidente da Academia de Letras de Porto Seguro, ressalta o papel simbólico do encontro: “O I Encontro de Escritores/as marca o início da consolidação do papel da Academia de Letras de Porto Seguro como ponte entre a produção literária local e seus autores, a universidade e a comunidade.” E complementa “Este é mais do que um evento, é o início de um diálogo contínuo entre quem escreve e quem acredita no poder transformador da palavra.” Rod Pereira – Presidente da Academia de Letras de Porto Seguro A partir desta primeira edição, a Academia de Letras de Porto Seguro inicia também um processo de mapeamento dos autores e autoras da cidade, com o objetivo de construir um panorama abrangente da literatura local. Em uma segunda etapa, o levantamento será ampliado para abranger toda a Região da Costa do Descobrimento, fortalecendo a rede de escritores e fomentando políticas culturais voltadas à leitura e à produção literária. O projeto prevê ainda a realização do II Encontro de Escritores/as de Porto Seguro em 2026, dando continuidade à proposta de realizar o evento anualmente, consolidando-o como uma ação permanente de valorização da palavra, da memória e da criação literária no território. O evento é aberto ao público e tem entrada gratuita.
Do Extremo Sul da Bahia para o mundo: Quem Cuidará de Mim segue sua jornada no cinema

O cinema regional ganha novos horizontes com o filme Quem Cuidará de Mim, projeto que conta com a participação do confrade da Academia de Letras de Porto Seguro, André Simeão. A produção estreou em Teixeira de Freitas, cidade de origem, e logo em seguida foi apresentada no Finisterra Brasil Film Art & Tourism Festival, destacando-se pela força de sua narrativa. No próximo dia 20 de setembro, o longa integra a programação do Festival Cine 73 em Caraíva, ampliando ainda mais sua trajetória de circulação cultural. A Academia de Letras de Porto Seguro se orgulha em celebrar mais essa conquista de um de seus membros, reforçando o compromisso com a literatura, a arte e a cultura em suas diversas expressões. Serviço Sessão Especial📍 Local: Espaço Cultural Macunaíma, Agrovila🕡 Horário: 18h30Gratuito
Entre o vira-lata e o Pitbull: onde o Brasil erra no jogo internacional

Trump ergue tarifas como quem fecha a porta na cara da visita.“América First” – e nós, na calçada, olhando pelo buraco da fechadura, pedindo para entrar com o sorriso tímido de colônia. Ele constrói muros, ergue barreiras, e a gente pergunta se pode pintar de verde e amarelo pra ficar mais simpático. Enquanto isso, México, Índia, Vietnã e até Bangladesh criam rotas alternativas, diversificam mercados, aumentam exportações. E nós?Seguimos discutindo se o verde da bandeira é esmeralda ou folha de bananeira. Patriotas de ocasião No meio dessa ópera tropical, aparecem os “patriotas” de ocasião – aqueles que juram que o Brasil jamais terá sua bandeira vermelha… mas batem continência para o vermelho das listras da bandeira americana, prontos para aplaudir qualquer medida que venha de lá, mesmo que nos prejudique. Mas o ponto aqui não é ser patriota de estádio nem militante de gabinete.O ponto é: estamos perdendo oportunidades gigantescas porque não sabemos jogar o jogo. Trump defende o dele. E nós? Trump defende o dele.O problema é que o Brasil não defende o nosso. Quando um americano protege sua indústria, é estratégia.Quando pensamos em proteger a nossa, viramos “retrógrados” ou “estatistas”. Eles investem bilhões para segurar empregos e incentivar inovação.Nós, na melhor das hipóteses, exportamos matéria-prima e compramos de volta o produto industrializado, pagando caro pela nossa própria falta de visão. O complexo de vira-lata O complexo de vira-lata não é só baixa autoestima; é incompetência estratégica. Ficamos esperando que a salvação venha de fora, ajoelhados diante do mercado externo, quando deveríamos estar sentados à mesa como negociadores – não como convidados de favor. Trump nos impõe tarifas e, em vez de reagir com inteligência, perdemos tempo discutindo qual ideologia está “certa” – como se comércio internacional tivesse lado político. Comércio tem interesse.E interesse não se negocia com devoção ou ressentimento, mas com estratégia. O que importa O Brasil precisa parar de ser cachorro raivoso que ignora o carteiro, mas morde o próprio dono. Precisamos agir como player relevante no comércio global, capaz de negociar com todos sem ajoelhar para ninguém. Não é questão de gostar ou não de Trump, Biden, Xi ou quem quer que seja. É questão de fazer o Brasil pesar na balança.E, nesse jogo, quem não ocupa espaço… perde o espaço.
Roberto R. Martins toma posse como Membro Honorário da Academia de Letras de Porto Seguro

A Academia de Letras de Porto Seguro tem a honra de anunciar a posse do jornalista, escritor e historiador Roberto Ribeiro Martins como Membro Honorário, em cerimônia marcada para o dia 31 de julho, às 19h, no CEMPEC. Nascido em Ipiaú (BA), em 1945, e com raízes profundas em Jequié e Eunápolis, Roberto Martins construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a memória, a literatura e a liberdade. Sua atuação como líder estudantil, militante político, preso durante o regime militar, e autor de obras fundamentais como Liberdade para os brasileiros – Anistia ontem e hoje (1978), o coloca entre os nomes que contribuíram com coragem e lucidez para a construção da democracia no país. Autor de 11 livros publicados, entre ensaios históricos e romances muitos deles ambientados na Bahia Roberto combina erudição e sensibilidade para narrar a história de nossa gente. Sua obra Porto Seguro: história de uma esquecida capitania (2018), publicada pela ALBA, resgata a relevância histórica da região, reafirmando seu vínculo com o território que agora o acolhe com distinção. Sua entrada na Academia é também um reconhecimento da literatura como instrumento de transformação social e da escrita como expressão viva da identidade baiana. O discurso de recepção será proferido pelo Acadêmico Cícero Sena, advogado, administrador e empresário com atuação reconhecida no meio cultural, autor de livros e articulista em veículos importantes como A Tarde e Folha de S. Paulo A cerimônia será aberta ao público e contará com a presença de acadêmicos, autoridades e admiradores da obra do autor. Uma noite para celebrar não apenas o escritor, mas a força da palavra comprometida com a história e com o povo. 📌 Serviço Posse de Roberto R. Martins como Membro Honorário da ALPS📅 Data: 31 de julho de 2025⏰ Horário: 19h📍 Local: CEMPEC – Centro Municipal de Pesquisa, Educação e Cultura📍 Endereço: Rua Itagibá, 67 – Porto Seguro – BA🎟️ Entrada gratuita📞 Informações: @ablportoseguro