Fábio Del Porto toma posse na Academia de Letras de Porto Seguro

Jornalista e poeta passa a integrar o quadro de membros vitalícios da instituição e assume a Cadeira nº 22, que tem Moraes Moreira como patrono A Academia de Letras de Porto Seguro recebeu oficialmente, na noite de 14 de setembro de 2026, o jornalista e poeta Fábio Del Porto como seu mais novo Membro Vitalício. A Sessão Solene de Posse foi realizada na Câmara Municipal de Porto Seguro e reuniu acadêmicos, autoridades, familiares, amigos, escritores e representantes da vida cultural da cidade. Eleito em reunião realizada em 23 de abril de 2026, Fábio Del Porto ingressa na Academia em reconhecimento à trajetória construída nos campos da comunicação, do jornalismo e da literatura, além de sua atuação na vida cultural de Porto Seguro. O Ato de Eleição também destacou sua contribuição para a circulação de ideias, para a valorização da produção cultural e literária e para o fortalecimento dos espaços de diálogo entre literatura, comunicação, memória e sociedade. A Mesa de Honra da solenidade foi composta pelo presidente da Academia de Letras de Porto Seguro, Rod Pereira; pela secretária-geral, Martha Matos; pelo acadêmico Roberto Martins, decano presente à cerimônia; e pelo superintendente de Cultura de Porto Seguro, Herculano Assis. Participaram ainda dos diferentes momentos do rito acadêmico os acadêmicos Carleone Filho, Allyson Mattos, Éder Rodrigues e Adriana Pesca Pataxó. Allyson Mattos conduziu Fábio Del Porto em sua entrada solene no plenário, Éder Rodrigues realizou a leitura do Termo de Posse, Adriana Pesca Pataxó fez a leitura do Diploma Acadêmico e Roberto Martins realizou a entrega do diploma. Carleone Filho foi responsável pela condução do cerimonial da noite. Uma noite dedicada à memória e à palavra Na abertura oficial da Sessão Solene, o presidente Rod Pereira reafirmou o compromisso da Academia com a literatura, com a preservação da identidade de Porto Seguro e com a memória dos povos e das histórias que formaram o território. Durante o pronunciamento, evocou as palavras do escritor Antonio Olinto: “Existimos porque temos memória, porque a usamos contra o esquecimento.” A cerimônia reservou também um momento de homenagem à cidade com a execução do Hino de Porto Seguro, com versos de Alfredo Horcades e Murilo Araújo e música do maestro Eleazar de Carvalho, em interpretação da Banda Filarmônica Terra Mater, sob a regência de Ronald Magnavita Filho. Em seguida, a secretária-geral Martha Matos realizou a leitura do Ato de Eleição. Após ser conduzido solenemente ao plenário pelo acadêmico Allyson Mattos, Fábio Del Porto prestou o Juramento Acadêmico, assumindo publicamente o compromisso de honrar a instituição, servir às Letras, à cultura e ao conhecimento, preservar a memória, valorizar a diversidade de vozes e saberes e defender a liberdade do pensamento. A Cadeira nº 22 e o legado de Moraes Moreira Após a leitura do Termo de Posse pelo acadêmico Éder Rodrigues, o documento foi assinado por Martha Matos, Rod Pereira e Fábio Del Porto, formalizando seu ingresso no quadro acadêmico da instituição. A partir daquele ato, Fábio passou oficialmente a ocupar a Cadeira nº 22 da Academia de Letras de Porto Seguro, cujo patrono é Moraes Moreira. O patrono estabelece uma ligação especialmente significativa com a identidade cultural baiana. Com sua chegada, Fábio assume também o compromisso institucional de contribuir para o fortalecimento da literatura, da educação, da pesquisa e da cultura, para a preservação da memória e para a valorização da diversidade de vozes, identidades e saberes. Após receber o Diploma Acadêmico das mãos de Roberto Martins, Fábio Del Porto pronunciou seu discurso de posse. Sua trajetória, construída entre o jornalismo, a comunicação, a poesia e a participação na vida cultural de Porto Seguro, passa agora a integrar também a história da Academia. “Vivo este momento com muita alegria e gratidão. Fazer parte da Academia de Letras de Porto Seguro é uma honra e, ao mesmo tempo, um compromisso. Espero somar minha trajetória ao trabalho que vem sendo desenvolvido pela instituição e contribuir para que a Academia seja cada vez mais valorizada, reconhecida e próxima da comunidade”, afirmou Fábio Del Porto. Acolhido entre seus novos pares O Discurso Oficial de Recepção foi proferido pelo presidente Rod Pereira, escolhido pelo próprio Fábio para recebê-lo formalmente em nome da instituição. Durante a solenidade, a escolha foi apresentada também como expressão de uma relação construída ao longo dos anos por meio da cultura, da comunicação e de diferentes caminhos profissionais. A noite contou ainda com pronunciamento do superintendente de Cultura de Porto Seguro, Herculano Assis, reforçando a importância da aproximação entre a Academia, a cultura e a cidade. Ao final da cerimônia, os acadêmicos se reuniram ao novo confrade para a fotografia oficial da Sessão Solene. A Academia de Letras de Porto Seguro também registrou agradecimento à Câmara Municipal de Porto Seguro pelo apoio à realização do evento e pela valorização de iniciativas que contribuem para o fortalecimento da literatura, da cultura e da memória do município. A chegada de Fábio Del Porto acrescenta uma nova voz à construção permanente da Academia de Letras de Porto Seguro. Entre comunicação, jornalismo e literatura, sua trajetória passa, a partir de agora, a integrar oficialmente a memória e a história desta Casa de Letras.
O que vai, de onde nasce, sempre volta

Ana Bandarra* Há acontecimentos que ultrapassam a dimensão de um evento. Tornam-se símbolos. O 1º Encontro de Línguas Indígenas, Línguas Indígenas de Sinais (LIS) e Língua Indígena Pataxó de Sinais (LIPS), promovido pela Academia de Letras de Porto Seguro no dia 28 de agosto, no Cempec, foi um desses momentos. Em uma cidade frequentemente lembrada como marco da chegada dos portugueses ao Brasil, o encontro propôs um movimento inverso: o retorno às vozes que já habitavam este território muito antes de qualquer carta, mapa ou registro oficial. Afinal, o que vai, de onde nasce, sempre volta. Reunindo pesquisadores indígenas, educadores, escritores, estudantes, acadêmicos e representantes da comunidade, o evento tornou-se um espaço de escuta e reflexão sobre a riqueza linguística e cultural dos povos originários. Mais do que discutir idiomas, discutiu-se pertencimento, memória e continuidade. A mesa de debates foi coordenada pela professora, escritora, pesquisadora e acadêmica Adriana Pesca Pataxó, com a participação dos professores indígenas Awoy Pataxó e David Kaique Pataxó. Em suas falas, a retomada do Patxôhã, as Línguas Indígenas de Sinais e a Língua Indígena Pataxó de Sinais revelaram-se não apenas instrumentos de comunicação, mas expressões vivas de identidade e resistência cultural. A presença dessas línguas reafirmou que cada palavra preservada carrega uma visão de mundo, uma memória coletiva e um elo entre passado, presente e futuro. Quando uma língua retorna ao cotidiano de seu povo, não retorna sozinha: com ela voltam histórias, conhecimentos, afetos e modos singulares de compreender a existência. Talvez o aspecto mais simbólico da noite tenha sido perceber que aquilo que um dia se tentou apagar encontrou caminhos para retornar. Uma língua silenciada pela história reaparece viva na voz de seu povo. Saberes ancestrais, durante séculos colocados à margem, atravessam as fronteiras do tempo e passam a ocupar espaços de reconhecimento, como uma Academia de Letras. E uma história brasileira inicialmente registrada pelo olhar português é revisitada pelas línguas e memórias daqueles que já estavam aqui muito antes da chegada das caravelas. Essa mesma perspectiva esteve presente na participação de Carleone Filho, diretor do CEMPEC (Centro Municipal de Educação, Pesquisa e Cultura), que apresentou ao público uma réplica da Carta de Pero Vaz de Caminha, documento transcrito por indígenas e pela Coordenação da Educação Indígena da Secretaria Municipal de Educação de Porto Seguro, com apoio do CEMPEC e da Biblioteca Municipal de Porto Seguro, por meio de seu diretor, Laércio da Silva. O gesto ultrapassou o valor documental. Simbolicamente, permitiu que uma das primeiras narrativas escritas sobre esta terra fosse revisitada pelos descendentes daqueles que nela já viviam, ampliando a reflexão sobre memória, identidade e pertencimento. Entre os momentos mais marcantes da noite esteve a apresentação do poema Água Batendo na Pedra (2020), de autoria da professora Adriana Pesca Pataxó, interpretado em Língua Indígena de Sinais. Inspirado na narrativa sobre a origem do nome Pataxó, o poema uniu ancestralidade, território e acessibilidade em uma expressão artística que demonstrou que a cultura não apenas resiste ao tempo: ela encontra novos caminhos para permanecer. Ao final, ficou evidente que o encontro não tratou apenas da preservação de línguas indígenas. Tratou da permanência de um povo, de seus saberes e de sua memória. Em um tempo marcado pela velocidade e pelo esquecimento, o evento reafirmou que algumas heranças não desaparecem. Elas aguardam o momento de serem novamente ouvidas. Porque o que vai, de onde nasce, sempre volta. Ana Bandarra é advogada e escritora
Academia realizou o 1º Encontro de Línguas Indígenas e fortalece diálogo com o povo Pataxó

A Academia de Letras de Porto Seguro, na noite de 28 de agosto, no CEMPEC, promoveu o 1º Encontro de Línguas Indígenas, Línguas Indígenas de Sinais (LIS) e Língua Indígena Pataxó de Sinais (LIPS). Coordenado pela acadêmica, professora e pesquisadora Adriana Pesca Pataxó, o encontro integrou pesquisadores indígenas, membros da Academia e comunidade em uma noite dedicada à reflexão sobre o fortalecimento das línguas originárias, a retomada do Patxohã e a importância das línguas indígenas de sinais. A atividade representa mais um passo da Academia na ampliação de sua relação com os povos originários e na construção de espaços permanentes para o diálogo entre literatura, memória, ancestralidade, pesquisa e produção intelectual indígena. Na abertura, o presidente da Academia de Letras de Porto Seguro, Rod Pereira, destacou o caráter histórico do momento e a importância de a instituição atuar conjuntamente com o povo Pataxó no processo de fortalecimento do Patxohã. Em sua fala, ressaltou que a língua é um dos principais elementos de preservação da identidade e da memória de um povo e que a Academia pretende contribuir para ampliar os espaços de valorização, pesquisa, produção literária e difusão da cultura Pataxó. Na sequência, o acadêmico Carleone Filho falou sobre a importância da língua materna e apresentou reflexões históricas relacionadas à presença indígena no território de Porto Seguro. Entre os temas abordados, destacou a existência da Carta de Pero Vaz de Caminha em Patxohã, atualmente em Portugal, estabelecendo uma conexão simbólica entre a história oficial do país e a língua dos povos que já habitavam estas terras. Sob a condução de Adriana Pesca Pataxó, foi realizada em seguida uma reverência ancestral, com uma prece em Patxohã. O momento colocou a língua materna e a ancestralidade no centro da programação e reforçou o protagonismo indígena que orientou todo o encontro. A retomada do Patxohã O pesquisador Awoy Pataxó apresentou seu trabalho sobre o processo de retomada linguística do povo Pataxó. Em sua exposição, mostrou como o trabalho desenvolvido por pesquisadores, educadores e comunidades contribuiu para o reavivamento de uma língua que esteve muito próxima de desaparecer. Awoy apresentou a trajetória desse processo de reconstrução e destacou que o Patxohã conta hoje com um repertório de aproximadamente quatro mil vocábulos, resultado de um trabalho contínuo de pesquisa, memória e recuperação linguística. Mais do que recuperar palavras, a retomada do Patxohã representa a reconstrução de vínculos entre gerações e o fortalecimento da identidade Pataxó. A língua volta a ocupar espaço nas aldeias, na educação indígena, nas manifestações culturais e na produção autoral, reafirmando-se como um elemento vivo da cultura do povo Pataxó. Línguas Indígenas de Sinais O pesquisador David Kaique Pataxó Hãhãhãe apresentou seus estudos sobre as Línguas Indígenas de Sinais e sobre a Língua Indígena Pataxó de Sinais. Durante sua apresentação, explicou como os sinais possuem forte relação com o território e com a observação da natureza. Elementos da mata, movimentos dos animais e referências presentes no cotidiano das comunidades tornam-se parte da construção dos sinais, evidenciando uma forma própria de compreensão e representação do mundo. David também apresentou sua trajetória de pesquisa e ofereceu ao público um panorama sobre a presença e a utilização das línguas indígenas de sinais na região e em diferentes territórios indígenas do Brasil. A apresentação permitiu compreender que essas línguas não devem ser observadas apenas pelo aspecto da acessibilidade, mas também como manifestações de identidade, cultura e memória dos povos indígenas. Literatura e sinais encerram a programação O encontro foi encerrado com uma apresentação que reuniu diferentes formas de expressão. Adriana Pesca Pataxó realizou a leitura de um poema enquanto David Kaique Pataxó Hãhãhãe fez seu acompanhamento em sinais. O momento sintetizou a proposta do evento ao aproximar literatura, língua, ancestralidade e expressão corporal. Para a Academia de Letras de Porto Seguro, a realização do encontro reafirma o compromisso de ampliar a presença dos saberes originários em sua programação e de fortalecer a participação de pesquisadores, escritores, professores e intelectuais indígenas em suas atividades. Coordenado por Adriana Pesca Pataxó, o primeiro encontro também estabelece uma base para novas ações dedicadas ao estudo, à preservação e à difusão das línguas indígenas. Ao promover esse diálogo, a Academia reconhece que a história cultural e literária de Porto Seguro não pode ser compreendida sem a presença, a memória e a produção intelectual dos povos originários. O Patxohã permanece vivo. E, junto com ele, permanecem vivas a memória, a identidade e a voz de um povo que continua escrevendo sua própria história.
Academia de Letras de Porto Seguro realiza Sessão Solene de Abertura do Ano Acadêmico de 2026

A Academia de Letras de Porto Seguro realiza, no próximo dia 23 de fevereiro, às 19h30, na Câmara de Vereadores de Porto Seguro, a Sessão Solene de Abertura do Ano Acadêmico de 2026. A cerimônia marca também a celebração dos 8 anos de fundação da instituição e será histórica: esta é a primeira vez que a Academia abre oficialmente seus trabalhos anuais por meio de uma sessão solene. Durante o evento, a instituição divulgará publicamente toda a programação cultural, literária e formativa prevista para 2026, reafirmando seu compromisso com a produção intelectual, o incentivo à leitura e a valorização da cultura na região. A noite será marcada pela posse do escritor Aleilton Fonseca como Membro Honorário da ALPS. O discurso de recepção ao novo membro será proferido pelo acadêmico Cícero Sena. Literatura, institucionalidade e projeção cultural A cerimônia reunirá autoridades, acadêmicos, representantes da cultura e membros da sociedade civil em uma celebração dedicada à palavra, à memória e ao pensamento. Para o presidente Rod Pereira da Academia de Letras de Porto Seguro, o momento simboliza um novo ciclo institucional: “Realizar, pela primeira vez, a abertura do ano acadêmico em formato solene representa um amadurecimento institucional. Celebramos nossos oito anos reafirmando o compromisso com a literatura, com a memória cultural e com a construção de pontes entre instituições. Receber Aleilton Fonseca, poeta, ficcionista e atualmente presidente da Academia de Letras da Bahia e da RICA – Rede de Academias de Letras da Bahia, como Membro Honorário, fortalece o diálogo entre as academias, amplia a integração cultural no Estado e engrandece a nossa Casa.” O novo acadêmico Aleilton Fonseca é poeta, ficcionista, ensaísta e professor, com sólida trajetória na literatura brasileira contemporânea. Autor de obras nos gêneros da poesia, do conto e do romance, destaca-se pela densidade estética e pelo diálogo entre memória, identidade e cultura. Preside atualmente a Academia de Letras da Bahia e a RICA – Rede de Academias de Letras da Bahia, desempenhando papel fundamental na articulação e fortalecimento das instituições literárias no Estado. Sua incorporação como Membro Honorário reafirma o compromisso da Academia de Letras de Porto Seguro com a excelência intelectual e com o fortalecimento das redes culturais baianas. Concerto de Celebração A solenidade será concluída com um pocket show da cantora Adriana Novaes, que passa a se apresentar ao lado do Maestro Pepe Semenzato, marcando a estreia de uma nova e sofisticada fase artística. O concerto apresentará uma verdadeira viagem pelos clássicos da música popular brasileira, conduzindo o público por repertórios consagrados da MPB e da Bossa Nova. Em formato intimista de voz e piano, Adriana interpreta canções que atravessam gerações, enquanto o piano de Pepe Semenzato oferece suporte técnico e sensível, unindo refinamento clássico e liberdade interpretativa. O momento artístico celebra a integração entre literatura e música, encerrando a noite com emoção, elegância e grandeza. Serviço Sessão Solene de Abertura do Ano Acadêmico de 2026Posse de Aleilton Fonseca como Membro Honorário Data: 23 de fevereiroHorário: 19h30Local: Câmara de Vereadores de Porto Seguro Evento aberto ao público.
Sessão Solene celebra a literatura, a memória cultural e os vencedores dos Prêmios Raimundo Costa e da Academia de Letras

A Academia de Letras de Porto Seguro realizou, no CEMPEC – Centro Municipal de Pesquisa em Educação e Cultura – uma Sessão Solene memorável, marcada por emoção, reconhecimento e celebração da palavra escrita. O evento reuniu autoridades, escritores, estudantes, artistas, familiares, representantes da imprensa local e um expressivo número de acadêmicos presentes: Éder Rodrigues, Paulo Sérgio Rosseto, Verônica Souza, André Simeão, Carleone Filho, Gilvan Florêncio e o presidente da instituição, Rod Pereira, que conduziu a cerimônia. A noite foi aberta pelo presidente Rod Pereira, que trouxe uma reflexão atual sobre o papel da palavra em um tempo dominado pela velocidade das redes sociais. Em sua fala, destacou os ideais que norteiam a Academia: preservar a literatura, fortalecer a educação, valorizar a memória cultural e incentivar novas gerações de leitores e escritores. Essa perspectiva guiou toda a solenidade, que alternou arte, homenagens e celebrações literárias. Intervenções Artísticas O primeiro bloco artístico da noite trouxe duas apresentações que prepararam o público para o clima literário da solenidade. O acadêmico André Simeão apresentou a leitura da exposição Ominabovis, seguida da performance musical do poeta e compositor André Pie e Navarro Lemos, que trouxe uma interpretação sensível especialmente preparada para a ocasião de composições de Raul Seixas. Após o primeiro momento de premiações, duas novas intervenções retomaram a atmosfera artística da noite.A poeta Ayê Akin apresentou uma performance intensa de Slam Poetry, destacando a força da palavra falada. Em seguida, a Cia de Teatro Prosopopeia emocionou o público com Eu e os Versos Íntimos de Augusto, inspirada no poema de Augusto dos Anjos. Prêmio Literário Raimundo Costa A primeira edição do Prêmio Literário Raimundo Costa reconheceu jovens escritores e prestou homenagem a um dos maiores memorialistas de Porto Seguro. A premiação contou com o apoio do CEMPEC, do Instituto Portobello, da Câmara de Vereadores de Porto Seguro e da Secretaria Municipal de Educação. A presença da família de Raimundo Costa trouxe um dos momentos mais emocionantes da noite, especialmente com o discurso sensível de sua filha, Marlígia Costa. A representante do Instituto Portobello reafirmou o compromisso da instituição com a formação cultural dos jovens, destacando a entrega de um notebook ao vencedor Wellington Lima, como incentivo à continuidade de sua produção literária. Outro momento marcante ocorreu quando Sheila Rocha, autora com menção honrosa, entregou pessoalmente o troféu ao filho, Erick Rocha, segundo colocado, em um gesto que tocou profundamente o público. Menções Honrosas – Prêmio Raimundo Costa • 1ª Menção Honrosa: Jéssica Maurício – “Meu Porto”• 2ª Menção Honrosa: Guilherme Neves – “542 Anos na Foz do Rio Buranhém”• 3ª Menção Honrosa: Caz Ångela – “A Origem da Língua”• 4ª Menção Honrosa: Ana Clara Valença – “Mangue de Cor”• 5ª Menção Honrosa: Eike Costa – “A Cidade de Duas Faces”• 6ª Menção Honrosa: Sheila Rocha – “Porto Beleza à Vista ou Tristeza Escondida”• 7ª Menção Honrosa: Ayê Akin – “Zona de Sacrifícios” Premiados – Prêmio Raimundo Costa • 3º Lugar: Thayane Fehlberg – “Nas Ondas da História”• 2º Lugar: Erick Rocha – “A Cidade que Guarda Mágoas”• 1º Lugar – Vencedor: Wellington Lima – “O Adeus de Inaiá”(Premiação: Notebook oferecido pelo Instituto Portobello) Prêmio da Academia de Letras de Porto Seguro Encerrando a noite, foram entregues as homenagens do Prêmio da Academia de Letras de Porto Seguro, criado para reconhecer personalidades que contribuem de forma marcante para a literatura, a educação e a cultura da cidade. Os discursos preparatórios foram apresentados por acadêmicos da instituição:• Carleone Filho, que homenageou Miriam Silva (Mérito Cultural)• André Simeão, que leu o texto preparado por Martha Matos homenageando Ione Maria Bittencourt Oliveira (Educação e Leitura)• Rod Pereira, que homenageou o escritor Fernando Freire (Produção Literária) As falas dos homenageados emocionaram o público e reforçaram o papel da Academia como espaço de memória, diálogo e estímulo à palavra. Perspectivas e Anúncios para 2026 A Sessão Solene também apresentou ações que orientarão o calendário literário da Academia no próximo ano. Entre as iniciativas anunciadas: • Retorno da Semana Literária de Porto Seguro• Criação de Prêmio Estudantil de Literatura• Lançamento da Coletânea Raimundo Costa• Cursos e oficinas literárias ao longo do ano Encerramento Ao final da cerimônia, o presidente Rod Pereira reafirmou o compromisso da instituição com a palavra e com o futuro da literatura na cidade:
Academia de Letras de Porto Seguro realiza sessão solene em uma noite dedicada à literatura e à cultura

Cerimônia celebra os homenageados do Prêmio da Academia e apresenta os vencedores da primeira edição do Prêmio Literário Raimundo Costa A Academia de Letras de Porto Seguro realizará, na segunda-feira, 8 de dezembro, às 19h30, no CEMPEC, sua Sessão Solene dedicada a reconhecer e celebrar personalidades que contribuem para a literatura, a cultura e a educação da região. O evento marca um momento histórico para a ALPS: a entrega do Prêmio da Academia de Letras de Porto Seguro e a homenagem pública aos vencedores da primeira edição do Prêmio Literário Raimundo Costa, anunciados em outubro. PRÊMIO DA ACADEMIA Criado para reconhecer trajetórias que fortalecem a palavra, preservam memórias e transformam realidades, o Prêmio da Academia destaca três nomes cuja contribuição é incontestável: Produção Literária – Fernando Freire Dramaturgo, roteirista, diretor e escritor de sólida atuação, Fernando Freire representa a força criativa que atravessa teatro, cinema, rádio e literatura. Autor de obras encenadas em grandes palcos e de produções audiovisuais premiadas, registra ainda a alma de Porto Seguro em suas crônicas, reunidas em O Melhor do Gabiru. Sua trajetória reafirma o impacto da literatura como documento vivo da identidade regional. Mérito Cultural – Miriam Silva Pesquisadora, gestora e líder comunitária, Miriam Silva tem papel fundamental na valorização da cultura afro-brasileira no município. Co-criadora da Semana Literária de Porto Seguro — o terceiro evento literário mais antigo da Bahia —, ela ampliou o acesso a projetos culturais, incentivou autores e fortaleceu ações de igualdade racial. Sua atuação no Instituto Sociocultural Brasil Chama África e no Centro de Cultura consolidou um legado de transformação e mobilização cultural. Educação e Leitura – Ione Maria Bittencourt Educadora referência no município, Ione desenvolveu inúmeros projetos pedagógicos inovadores, muitos deles integrando teatro, leitura e cultura popular. Sua atuação defendeu a presença da capoeira e da cultura afro-brasileira nas escolas e, por meio da Casa da Amizade, promoveu atividades culturais e de incentivo à leitura que impactaram crianças e famílias. Ione reafirma o papel da literatura como caminho de emancipação e pertencimento. PRÊMIO RAIMUNDO COSTA O Prêmio Raimundo Costa nasce com a missão de estimular novos escritores e valorizar a produção literária inspirada na história, na memória e na identidade de Porto Seguro. Em sua primeira edição, dedicada exclusivamente à poesia, os vencedores são: VENCEDORES MENÇÕES HONROSAS A Coletânea de Poemas do Prêmio Raimundo Costa será lançada em 2026, reunindo as obras vencedoras e selecionadas para perpetuar esta iniciativa que já nasce como referência literária local. “O Prêmio Raimundo Costa revela novas vozes que enriquecem nossa memória literária, enquanto o Prêmio da Academia reconhece aqueles que transformam educação, cultura e palavra em legado vivo para Porto Seguro. Celebramos com essas premiações não apenas vencedores, mas o futuro da literatura que construímos juntos.” Rod Pereira – Presidente da Academia de Letras de Porto Seguro Compromisso com a literatura, a cultura e o futuro Ao celebrar estes prêmios, a Academia de Letras de Porto Seguro reafirma seu compromisso em fortalecer a produção literária regional, incentivar novos talentos e reconhecer trajetórias que fazem da palavra um instrumento de memória, identidade e transformação. SERVIÇO Sessão Solene da Academia de Letras de Porto SeguroEntrega do Prêmio da Academia de Letras e celebração do Prêmio Literário Raimundo Costa📅 Segunda-feira, 8 de dezembro🕒 19h30📍 CEMPEC – Av. Pero Vaz de Caminha, ao lado da Câmara de Vereadores🎟 Entrada gratuita
Quando o Axé Conta Histórias reúne estudantes, artistas e pesquisadores

A Academia de Letras de Porto Seguro realiza nesta sexta, 14 de novembro, às 9h30, no CEMPEC, a roda de conversa Quando o Axé Conta Histórias. O encontro integra a programação do mês da Consciência Negra e é promovido em parceria com o CIEB, o CEMPEC e a Superintendência de Igualdade Racial da Prefeitura de Porto Seguro. A proposta é valorizar as tradições orais afro-brasileiras, reconhecer os Itãs como literatura e aproximar estudantes, artistas e escritores em um diálogo que une memória, arte e ancestralidade. O presidente da Academia, Rod Pereira, reforça a importância do evento no fortalecimento das narrativas afro-brasileiras no ambiente educacional. “Reconhecer as religiões de matriz africana como fonte de memória e narrativa é afirmar que nossa literatura nasce também desses caminhos de ancestralidade e resistência.” Rod Pereira, Dramaturgo e Escritor A programação terá início com a apresentação artística Iansã, interpretada pelos estudantes do CIEB, trazendo movimento, simbolismo e beleza para receber o público. A primeira mesa discutirá Identidade, Literatura Negra, Candomblé e Mama Matamba, com participação da professora Cibele Verrangia Correia da Silva, da UNEB, e do gestor público Danillo Souza, da Superintendência de Igualdade Racial. A mediação será de Martha Matos, que conduzirá um diálogo centrado em pertencimento e representatividade. Em seguida, o público participa de um intervalo cultural com música ao vivo apresentada por Navarro, André Pie e Martha, criando um momento de sensibilidade e conexão artística. A segunda mesa, Quem Conta a Conta da Guia, reunirá Alicia, personagem dos romances de Martha Matos, a escritora Jéssica Mauricio e a própria Martha. A conversa explorará ancestralidade, criação literária e o papel das narrativas afro-brasileiras na formação de novos olhares. O encerramento será conduzido pelos estudantes da Oficina de Afro em uma roda livre inspirada no texto Dandara Quem Roubou a Chuva, reunindo poesias, reflexões e vivências de jovens que se reconhecem como estudantes de resistência dentro do CIEB. Quando o Axé Conta Histórias reafirma o compromisso da Academia de Letras de Porto Seguro em promover encontros que conectam literatura, diversidade e educação, fortalecendo as práticas culturais afro-brasileiras no território. Serviço
I Encontro de Escritores/as de Porto Seguro marca novo ciclo para a literatura regional

O Auditório Monte Pascoal da Universidade Federal do Sul da Bahia tornou-se, na noite desta quinta-feira (30), o palco de um momento histórico para a literatura regional. O I Encontro de Escritores/as de Porto Seguro, promovido pela Academia de Letras de Porto Seguro (ALPS), em parceria com a UFSB, o CEMPEC e a Sociedade das Escritoras da Costa do Descobrimento, reuniu 13 autores e autoras em uma noite de celebração, diálogo e partilha. Durante o evento, escritores de diferentes gerações compartilharam suas trajetórias e reflexões sobre o fazer literário, revelando a diversidade de temas, estilos e identidades que compõem o cenário literário da região. Para o curador do encontro, o escritor Éder Rodrigues, o evento foi um marco de bibliodiversidade e fortalecimento de vínculos entre autores e instituições: “O I Encontro de Escritores/as de Porto Seguro demonstrou a bibliodiversidade da literatura produzida na região, seus contextos, poéticas e inserções. Autores/as de diferentes gerações intercambiaram ideias e processos criativos, demarcando o papel estratégico da Academia em mapear os/as escritores/as com atuação local e nacional, transformando o encontro em um movimento literário contínuo.” Eder Rodrigues, Professor, Membro da Academia de Letras e Curador do Evento Mais do que um registro da pluralidade, o evento reafirmou a importância da escuta e do diálogo entre quem escreve e quem lê. Foi esse o sentimento traduzido nas palavras da escritora Rose Marie Galvão, autora do livro Cova da Moça, que destacou o papel da iniciativa como ponte entre mundos que se completam: “O projeto da Academia de Letras de Porto Seguro, em parceria com a Universidade Federal do Sul da Bahia, convida leitores, poetas e autores a vivenciarem um espaço plural, que une poesia, música, história e experiências da produção literária. Sinto-me honrada em participar e agradecida pela iniciativa, tão importante para fortalecer o protagonismo de novos e veteranos escritores.” Rose Marie Galvão, jornalista e escritora Enquanto as vozes se encontravam no palco, havia um sentimento comum entre os presentes, o de pertencimento. A literatura, muitas vezes solitária, ganhou corpo coletivo. Foi esse sentimento que o presidente da ALPS, Rod Pereira, fez questão de reforçar na abertura da noite, quando falou sobre o papel da Academia diante do que se inaugurava ali. O I Encontro de Escritores/as de Porto Seguro representa o início de uma nova etapa na trajetória da Academia. Foi mais do que uma celebração da palavra foi o encontro entre gerações e linguagens que fazem da literatura um espelho da nossa identidade cultural. Nosso compromisso é dar continuidade a esse movimento, conectando e fortalecendo quem escreve Porto Seguro. A noite terminou como começou: com emoção. Escritores conversavam com leitores, livros eram autografados, e no ar havia a sensação de que algo começava um movimento, um pacto silencioso entre palavra e território. O evento também marcou o anúncio do projeto de mapeamento literário de Porto Seguro e região, que reunirá dados, obras e trajetórias de autores locais, formando um panorama inédito da produção literária do extremo sul baiano. Mais do que uma agenda, o encontro foi um gesto: o de transformar a palavra em presença e reafirmar que a literatura de Porto Seguro, viva e múltipla, está apenas começando a se revelar.
Academia de Letras de Porto Seguro promove o I Encontro de Escritores/as de Porto Seguro

Acontece nesta quinta-feira, 30 de outubro, às 19h, no Auditório Monte Pascoal da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), o I Encontro de Escritores/as de Porto Seguro. O evento é uma realização da Academia de Letras de Porto Seguro (ALPS) em parceria com a UFSB, o CEMPEC e a Sociedade das Escritoras da Costa do Descobrimento, reunindo 14 autores e autoras e outros convidados da região em um diálogo sobre literatura, identidade e território. A proposta é criar um espaço de partilha e reflexão sobre a produção literária contemporânea feita em Porto Seguro e Costa do Descobrimento, valorizando o trabalho dos escritores locais e aproximando o público da diversidade de vozes e estilos que compõem esse cenário. O escritor e curador do evento, Éder Rodrigues, destaca a importância da iniciativa: “Considero importante esse I Encontro para o estabelecimento de uma rede entre os escritores atuantes no território, além de outorgar um caráter de ‘movimento’ ao trabalho individual já desenvolvido pelos colegas de ofício. O evento também oficializa o trabalho realizado pela Academia de Letras de Porto Seguro em parcerias estratégicas como a UFSB, espaço de formação e de pesquisa no âmbito literário.” Éder Rodrigues Escritor e Professor da UFSB A escritora Jéssica Maurício, uma das participantes, reforça o caráter simbólico do momento: “Pela primeira vez, os escritores de Porto Seguro e região se reúnem para dialogar. São palavras vindas do coração do povo, das áreas urbanas e rurais. Será um momento histórico, o primeiro dentre tantos outros que virão, fazendo da literatura a voz e a força da nossa região.” Jéssica Mauricio – Escritora Entre os participantes estão Ariel Vieira, Rose Marie Galvão, Joana Brandão, Adriana Pesca Pataxó, Cícero Sena, André Simião, Éder Rodrigues, entre outros, representando diferentes estilos, gerações e origens. O presidente da Academia de Letras de Porto Seguro, ressalta o papel simbólico do encontro: “O I Encontro de Escritores/as marca o início da consolidação do papel da Academia de Letras de Porto Seguro como ponte entre a produção literária local e seus autores, a universidade e a comunidade.” E complementa “Este é mais do que um evento, é o início de um diálogo contínuo entre quem escreve e quem acredita no poder transformador da palavra.” Rod Pereira – Presidente da Academia de Letras de Porto Seguro A partir desta primeira edição, a Academia de Letras de Porto Seguro inicia também um processo de mapeamento dos autores e autoras da cidade, com o objetivo de construir um panorama abrangente da literatura local. Em uma segunda etapa, o levantamento será ampliado para abranger toda a Região da Costa do Descobrimento, fortalecendo a rede de escritores e fomentando políticas culturais voltadas à leitura e à produção literária. O projeto prevê ainda a realização do II Encontro de Escritores/as de Porto Seguro em 2026, dando continuidade à proposta de realizar o evento anualmente, consolidando-o como uma ação permanente de valorização da palavra, da memória e da criação literária no território. O evento é aberto ao público e tem entrada gratuita.